Projeto “Mais Um Sem Dor” recebe R$ 103 mil para custear suas atividades em Palmeiras de Goiás

Escrito por Assessoria de Comunicação em .

Valor tem origem na condenação de empresa que desrespeitou direitos trabalhistas

Foi assinado na última terça-feira (9/9), na Vara do Trabalho de Palmeiras de Goiás, o termo de repasse de R$ 103 mil ao “Mais Um Sem Dor”, que será utilizado para custear cursos de qualificação profissional do projeto na cidade. Assinaram o documento o procurador do Trabalho Tiago Ranieri, do Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO), e o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO), desembargador Eugênio Cesário.

O valor tem origem na condenação de uma empresa por descumprimento da legislação trabalhista, após o MPT-GO ter proposto uma ação civil pública.

Conforme Ranieri esclareceu durante o evento, será iniciado, com a ajuda do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), um estudo para levantar as vocações econômicas do município, para que sejam ofertados cursos mais apropriados ao contexto produtivo do local.

Entre outras autoridades, estiveram presentes o juiz titular da Vara do Trabalho de Palmeiras de Goiás, Cleidimar Almeida, também presidente da Associação dos Magistrados da 18ª Região (Amatra 18); o vice-prefeito de Palmeiras de Goiás, Constantino Jaime; o vice-presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Palmeiras, Jorge Paulo de Souza; e a presidente da Câmara de Vereadores de Palmeiras, Adrielly Marques.

Sete anos de atividade

O “Mais Um Sem Dor” é um projeto de empregabilidade que teve origem em outubro de 2018 com o objetivo de levar qualificação técnica e encaminhamento ao mercado formal de trabalho de pessoas em vulnerabilidade socioeconômica (pessoas em situação de rua, trans, travestis, mulheres negras, imigrantes, refugiados, quilombolas, mulheres que estão cumprindo pena em regime fechado, entre outros).

De acordo com Ranieri, que é coordenador da iniciativa, além da qualificação técnica, a intenção é levar também emancipação a grupos invisibilizados e marginalizados pela sociedade.

O projeto foi criado a partir da união de esforços do MPT-GO e do TRT 18, com apoio do Sistema Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). É custeado por destinações feitas pelo MPT-GO e TRT 18, as quais têm origem em reparações financeiras pagas por empresas que desrespeitam a legislação trabalhista.

Já foram 30 cidades goianas atendidas e cerca de 3 mil pessoas qualificadas diretamente. Mais de 90 empresas parceiras já contrataram e continuam contratando pessoas qualificadas pelo projeto.

   

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