MPT-GO e Senai firmam parceria para desenvolvimento de tecnologia de inclusão de pessoas com baixa visão no mercado de trabalho
Evento ocorreu hoje (13/2), em Goiânia/GO
“O objeto desta cooperação - o desenvolvimento de tecnologia assistiva voltada à inclusão de pessoas com baixa visão no mercado formal, digno e decente - responde a um desafio histórico do Brasil: o de transformar o direito ao trabalho em um direito efetivamente exercível por todas as pessoas, sem que diferenças funcionais se convertam em exclusões estruturais.” Com essa fala, o procurador do Trabalho Tiago Ranieri abriu a solenidade de assinatura do Termo de Cooperação entre Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
O evento foi realizado hoje (13/2), na Faculdade Senai Ítalo Bologna, em Goiânia/GO. O Termo de Cooperação fundamenta-se em estudos técnicos de um projeto idealizado e desenvolvido pelo auditor federal de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU) Leonardo Felice Angotti. A cooperação vai desde o desenvolvimento de tecnologias, passando pela troca de informações entre as instituições, até o financiamento de pesquisas na área.
“A tecnologia assistiva que se busca desenvolver aqui não é um fim em si mesma. Ela é meio: meio para autonomia, para produtividade, para reconhecimento profissional, para inserção em ambientes de trabalho que respeitem a diversidade humana como valor e não como exceção. Ela materializa, de forma concreta, o conceito de trabalho decente, ao articular inclusão, segurança, acessibilidade, qualificação e respeito”, destacou Ranieri.
Menos oportunidades
De acordo com o censo do IBGE de 2022, existem 7,9 milhões de pessoas no Brasil que apresentam algum grau de dificuldade de enxergar. Desse total, aproximadamente seis milhões têm baixa visão e outras 500 mil apresentam perda total da visão. Ainda conforme a mesma pesquisa, pessoas com deficiência visual e outras deficiências funcionais enfrentam maiores taxas de analfabetismo (21,3%) e menores taxas de instrução escolar em comparação a pessoas sem deficiência.
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Fotos: Luca - Ascom/Fieg.