Consórcio BRT de Goiânia assina acordo para garantir meio ambiente de trabalho seguro a operários da obra

Um trabalhador morreu num dos canteiros de obra no ano passado, após ser atropelado por um caminhão

Três empresas responsáveis pela construção da obra do BRT de Goiânia/GO assinaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) no último dia 13, para cumprirem algumas exigências relativas à saúde e medicina no meio ambiente de trabalho. O documento contempla cinco pontos que devem ser devidamente regularizados pelo consórcio de empresas em seus canteiros de obra. O acordo vale para a atual e as futuras obras que vierem a ser administradas pelo consórcio. Caso seja desobedecido, a multa pode chegar a R$ 10 mil por item descumprido.

O MPT-GO propôs o TAC para regularização dos problemas encontrados no canteiro de obra da construção do BRT após a ocorrência de um acidente de trabalho que resultou na morte de um trabalhador de 53 anos de idade, em decorrência de atropelamento por um caminhão em setembro de 2021. Uma fiscalização solicitada pelo órgão constatou que alguns pontos importantes relativos à saúde e segurança não estavam sendo observados pelo consórcio.

“Somente em 2021, foram 15,5 mil acidentes de trabalho no estado de Goiás, sendo que, desse total, 110 foram fatais. É um número altíssimo. Trabalhadores podem ter complicações sérias, às vezes perdem a vida. É necessário que as empresas sigam as regras, para evitar ao máximo que acidentes ou fatalidades aconteçam”, explica Milena Costa, procuradora do Trabalho à frente do caso.

 

 

 

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